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Biópsia de Próstata pela via Transperineal: Padrão para diagnóstico de câncer de próstata

Por Prof. Dr. Flávio Lobo Heldwein

Urologista — CRM-SC 9875 | RQEs 6856, 6857 e 6858 Urologia urologia oncológica e cirurgia robótica Florianópolis


Você recebeu indicação de biópsia de próstata por alteração do PSA, do toque retal ou da ressonância magnética?

Seja para investigar uma suspeita inicial ou acompanhar um quadro já diagnosticado, a forma

como o exame é realizado mudou. Durante décadas, a biópsia transretal foi o padrão. Hoje,

com foco inegociável na segurança do paciente, a biópsia transperineal consolidou-se como

a via de escolha nos principais centros de referência mundiais.


Durante décadas, a biópsia transretal foi a via tradicional para investigar suspeitas de câncer

de próstata. No entanto, a medicina evolui com foco inegociável na segurança e na redução de

riscos ao paciente. Hoje, a biópsia transperineal consolidou-se como o padrão de escolha,

substituindo a abordagem transretal nos principais centros de referência do mundo.

A diferença essencial está no trajeto da agulha: em vez de perfurar a parede do reto — uma

região intensamente colonizada por bactérias intestinais —, a agulha alcança a próstata

através da pele desinfetada do períneo (a região entre o escroto e o ânus). Essa mudança

anatômica de poucos centímetros é fundamental para evitar que bactérias migrem para a

próstata ou para a corrente sanguínea.



Como Funciona a Biópsia de próstata transperineal e Por Que Ela é Mais Segura?


Na biópsia transperineal, as amostras são coletadas através da pele do períneo (a região

localizada entre o escroto e o ânus), sem que a agulha atravesse o reto. Ao evitar o contato

com as bactérias intestinais, essa via está associada a um risco consideravelmente menor de

complicações infecciosas. Além do fator segurança, essa abordagem anatômica permite

alcançar, de maneira sistematizada, diferentes regiões da próstata, incluindo áreas anteriores e

apicais, que muitas vezes são de difícil acesso pela via retal tradicional.



Milhares de Biópsias de próstata desde 2004 e a Ciência a Favor do Paciente

O refinamento do diagnóstico urológico exige expertise. Tenho a satisfação de ter realizado

milhares de biópsias de próstata desde 2004. Reconhecendo a vasta superioridade da

segurança ao paciente e os resultados do ensaio clínico britânico TRANSLATE, há 5 anos

ofereço exclusivamente a biópsia transperineal no Hospital Israelita Albert Einstein, em São

Paulo.

A urgência de abandonar a via transretal baseia-se em evidências científicas sólidas, muitas

das quais ajudei a construir. Como autor e coautor de publicações na área, atuo ativamente no

mapeamento e combate às infecções hospitalares:

● O Alerta Global do GPIU: Nossa publicação multinacional "Infective complications after

prostate biopsy: outcome of the Global Prevalence Study of Infections in Urology (GPIU)

2010 and 2011" evidenciou o crescimento das taxas de internação por infecções após

biópsias transretais no mundo todo.


● A Realidade no Brasil: Em outro estudo prospectivo, publicado pelo Dr Flávio (Schollemberg AJ, Heldwein FL, et al.), avaliamos mais de mil homens submetidos à via transretal no Brasil e constatamos complicações infecciosas em 4,7%, com sepse em 0,6% dos pacientes. Ficou claro que o uso recente de antibióticos quinolonas aumenta o risco devido à resistência bacteriana.


● Uso Responsável de Antibióticos: No artigo "Antibiotics and observation have a similar impact on asymptomatic patients with a raised PSA", demonstramos que o uso profilático indiscriminado não melhora os desfechos em pacientes assintomáticos apenas com PSA elevado. A biópsia transperineal brilha nesse aspecto, permitindo muitas vezes a realização do exame sem a necessidade de antibióticos preventivos, alinhando-se ao conceito moderno de antimicrobial stewardship. Uso responsável de antibióticos.



A segurança e a precisão em procedimentos urológicos exigem expertise. Tenho a satisfação

de ter realizado milhares de biópsias de próstata desde 2004, acompanhando de perto a

evolução científica, técnica e tecnológica dessa área. Como autor e coautor de diversas

publicações médicas sobre o tema, dedico minha carreira a refinar o diagnóstico urológico.

Reconhecendo a vasta superioridade da segurança ao paciente, há 5 anos ofereço

exclusivamente a Biópsia de próstata transperineal no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Essa transição rigorosa reflete o meu compromisso com as melhores e mais seguras práticas

médicas internacionais.


Tela de exame médico com imagens biópsia transperineal de próstata fusão ultrassom/RM em duas janelas, com marcações e parâmetros na lateral.
Imagem da biópsia de próstata com fusão de ressonância PIRADS 4 e ultrassom pela via transperineal sem perfurar a parede intestinal.

A Inovação em Santa Catarina: O Primeiro Microultrassom ExactVu


O Centro Especializado da Próstata passa a disponibilizar em Florianópolis o primeiro

micro-ultrassom ExactVu de Santa Catarina.


O sistema utiliza imagens de altíssima resolução,

obtidas em tempo real, para auxiliar na identificação de áreas suspeitas e no direcionamento

preciso das amostras.

Conforme as características de cada paciente, o exame também pode ser associado às

informações da ressonância magnética prévia por meio de técnicas de fusão de imagens,

garantindo um mapeamento milimétrico da próstata.

Biópsia de próstata transperineal micro-utrassom ExactVu Florianópolis Santa Catarina biópsia transperineal
Biópsia trasnperineal de próstata com microultrassom Exactvu centro da prostata Florianópolis


Assista ao Vídeo Explicativo Completo

Para tornar todas essas informações ainda mais claras, preparei um vídeo explicativo em meu

canal do YouTube.


Video com IA que o Dr Flavio publicou sobre as evidências atuais sobre a biópsia transperineal da próstata.

Neste vídeo, você entenderá:

● Quando a biópsia da próstata pode ser indicada;

● As diferenças entre as vias transperineal e transretal;

● Como o micro-ultrassom ExactVu auxilia no planejamento da biópsia;

● Quais são os cuidados antes e depois do procedimento;

● Como é feita a investigação do câncer de próstata clinicamente significativo.


Eye-level view of surgical instruments prepared for urological surgery
Imagens históricas da evolução da biópsia e próstata. antigamente, sem uso de ultrassom guiada apenas pelo toque retal e o dedo do urologista, a atual e com mais segurança a biópsia transperineal

Indicação e Atendimento Individualizado


A indicação da biópsia deve ser sempre individualizada, considerando o PSA, a densidade do

PSA, o exame clínico, a ressonância magnética, os antecedentes familiares e outros fatores de

risco inerentes a cada homem.

Atendimento no Centro Especializado da Próstata, em Florianópolis.

Professor Dr. Flávio Lobo Heldwein

Urologista e professor de Urologia

CRM-SC 9875

Informações e agendamentos:


WhatsApp: (48) 99120-2040

Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui uma consulta médica individualizada.



Importância do acompanhamento especializado


O acompanhamento com um urologista experiente é fundamental para o sucesso do tratamento. O Centro da Próstata, liderado pelo Prof. Dr. Flávio Lobo Heldwein, é referência em urologia avançada e uro-oncologia em Santa Catarina.


Lá, os pacientes têm acesso a tratamentos inovadores e cirurgias de ponta, otimizando uma melhor qualidade de vida.



Centro Especializado da Próstata

Unidade Trompowski Medical Center

Av. Trompowsky, 346, 4o andar — Florianópolis/SC

Informações e agendamentos:

WhatsApp: (48) 99120-2040


Este material é informativo e não substitui uma consulta médica. As indicações, benefícios, limitações e riscos devem ser discutidos individualmente por meio de uma decisão compartilhada.



Por Prof. Dr. Flávio Lobo Heldwein



Referências Científicas

● European Association of Urology (EAU) Guidelines on Prostate Cancer:

● Tecnologia ExactVu Micro-Ultrasound: https://www.exactimaging.com/why-exactvu

● Schollemberg AJ, Heldwein FL, et al. Transrectal prostate biopsy complications: a

prospective single center study in a mid-income country. Einstein (Sao Paulo). 2025.

Acesso ao artigo.

● Wagenlehner FM, et al. Infective complications after prostate biopsy: outcome of the

Global Prevalence Study of Infections in Urology (GPIU) 2010 and 2011, a prospective

multinational multicentre prostate biopsy study.

Heldwein FL, et al. Antibiotics and observation have a similar impact on asymptomatic

patients with a raised PSA.

● Bryant RJ, Lamb AD, et al. The TRANSLATE trial: A multicentre randomised controlled

trial of local anaesthetic transperineal versus transrectal targeted and systematic prostate

biopsy. Lancet Oncology.

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